"Um futuro melhor requer pessoas capazes de usar não apenas todas as partes do cérebro mas também o coração" ¨Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ○° ¨ Pierre Lévy

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tapscott - Os estudantes da geração Internet





Tapscott no Capítulo 5 Repensando a Educação: Os estudantes da geração Internet realiza uma análise das redes particulares e públicas dentro da nova era digital, com destaque a realidade americana. Fazendo um aporte de seu discurso com o nosso contexto, encontramos os mesmos problemas por ele apresentados. Dentro desta nova realidade, a escola precisa rever seus antigos dogmas e o professor repensar o seu papel na sala de aula. Ele já não pode imaginar-se como o dono do conhecimento que será transmitido ao educando, mas aquele motivador do conhecimento, como aquele capaz de levar o educando a “aprender a aprender”.

Outro fato a ser abordado, que a nossa geração de professores que ainda estão a margem das novas ferramentas que a sociedade da era digital nos trás, necessita aprender a utilizá-las e através delas buscar novas abordagens para suas aulas. Ressaltando que estas novas ferramentas não devem ser vistas como suporte para as antigas aulas, mas como ambientes para o conhecimento. Este é um grande desafio para as redes de educação, principalmente as públicas. Vencer a resistência de muitos professores e o espaço precário de trabalho de muitas de nossa escolas são questões fundamentais para a mudança preterida.

A escola ainda é um espaço propício para a construção do conhecimento, troca, socialização ou compartilhamento de saberes... Contudo, se não quiser ficar para trás na História, precisa está atrelada aos anseios da nova sociedade da informação, tão ávida por conhecimento e de uma forma cada fez mais veloz. Observando que ao mesmo tempo em que precisa está atenta e conectada as demandas da atual geração de educandos, precisa está igualmente alerta à necessidade de alguns outros que podem encontrar nas novas ferramentas digitais um aporte para o conhecimento e integração à sociedade, mas não estão conectados a celeridade desta sociedade da informação e precisam ser escutados, são os portadores de necessidades especiais.

Bibliografia:

TAPSCOTT, Don. Repensando a Educação: Os estudantes da geração Internet. In. TAPSCOTT, Don. A Hora da Geração Digital: como os jvens que cresceram usando a internet estão mudando tudo, das empresas aos governos. Trad. Marcelo Lino. Rio de Janeiro: Agir Negócios, cap 5, 2010.

domingo, 28 de novembro de 2010

Cibercultura - Pierre Lévy

Cibercultura, termo criado por Pierre Levy resume o que é a era ou mundo digital. Ele nos mostra em seu livro a relação deste termo com vários significados da sociedade da comunicação. Os seres humanos já não vivem de forma isolada, mas conectados ou interconectados sob vários meios ou dispositivos digitais. O conhecimento torna-se abrangente, sem detentores, mais dinâmico e aberto à todos. Não há limites na divulgação da informação ou no modo de compartilhá-la.

São inúmeras ilhas de conhecimentos relacionadas entre si. Estas ilhas ao mesmo tempo em que possibilitam o surgimento da inteligência coletiva, distribuída por toda parte, reafirmam suas individualidades. Num processo que vai do meio interpessoal para o meio intrapessoal (Vygotsky, 1998), produzindo novos conceitos, novos significados, novas formas de aprendizagem.

Não há mais fronteiras entre o conhecimento e as pessoas. Elas buscam se aglutinar em comunidades virtuais, unidas pelos mesmos interesses, cooperando e trocando informações, conhecimentos, experiências... Estas comunidades virtuais funcionam como as ilhas já mencionadas no parágrafo anterior.

Neste ínterim entre interconexão, inteligência coletiva e comunidades virtuais, vemos uma civilização marcada pelo conhecimento dinâmico que ao mesmo tempo em que aproxima, termina afastando aqueles que dele não pode participar por não ter acesso as ferramentas necessárias para partilhá-lo.

Fazendo uma analogia com a educação escolar, mudar as práticas pedagógicas, alicerçando-as a partir deste novo contexto social, envolvendo estas mudanças na forma de conceber o conhecimento e a informação, será apenas o que basta para garantir à todos a inclusão no mundo digital?

Como proceder com os portadores de necessidades especiais? Eles podem encontrar nas tecnologias, é certo, novas formas para se comunicarem e para se relacionarem com as pessoas ou com a sociedade... Mas num mundo onde conhecimento e a informação ganham rapidez e dinamismo, como ficam aqueles que não podem acompanhar esta celeridade, que não têm as competências que este novo mundo demanda?

Pensar na inclusão nesta nova era da interconexão, da inteligência coletiva e das comunidades virtuais mostra-se importante se queremos uma sociedade para todos.

Referências:

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.

VYGOTSKY, Lev Semyonovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Geração X, Geração Y, Geração Z ...



"Geração X
A primeira denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. (Baby Boomer é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional - Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom estamos nos referindo). Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980.

Geração Y
A Segunda geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Millennnials.
Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.

Geração Z
Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, aGeração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.

Geração XY
Ainda não muito bem definida, a Geração XY é uma maneira de classificar indivíduos da Geração Y que buscam reconhecimento da forma que a Geração X fazia.

Geração Alfa (ou Alpha Generation)
Ainda sem características precisas definidas, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração, de nascidos a partir de 2010, já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z."

Fonte:http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_X_Geracao_Y_Geracao_Z.htm


Fazendo um aporte destas Gerações e meus educandos, todos nascidos na Geração Z, mas sem os recursos ou instrumentos que tanto marcam esta fase, vejo como meus educandos não vivem conectados a dispositivos portáteis todo o tempo. Muito pelo contrário, nem celular possuem. Vivem em parte, a margem destas características que marcam esta geração. São crianças internas, em sua maioria, que ficam na instituição durante toda a semana, indo para casa apenas nos finais de semana. Não é somente uma escola em tempo integral, mas um internato para crianças em grande parte em situação de risco social. Eles possuem e-mail criado na sala de informática, mas o seu acesso é restrito, visto que a turma é numerosa e os computadores funcionando não chegam a cinco. Tenho apenas um educando que possui Orkut e utiliza uma Lan house, segundo conta.

Minhas crianças fazem parte daqueles excluídos destas conquistas da civilização atual. Muitos moram em invasões e perderam casas nas fortes chuvas que atingiram Salvador este ano. Um deles ainda hoje relembra como o irmão mais velho salvou o irmão caçula antes da casa desmoronar...

Ética Hacker


Não pude está presente no evento sobre Ética Hacker. Tentei, contudo, fazer um comentário sobre o tema.


Como alguns outros indivíduos em suas ações, o hacker também possui um código de ética que busca seguir quando invadi um site ou um sistema. Embora nem todos sigam esta regra. Alguns são chamados de lamer, os principiantes, que ainda não conhecem todas as facetas da atuação de um hacker. Ainda existe o cracker que invade sistemas ou sites, prejudicando-os, apagando dados, espalhando vírus, quebrando senhas, obtendo informações para uso indevido. Todavia, comumente é atribuído o uso de programas ou softwares como versão cracker e que a maioria das pessoas utilizam, visto que obter a versão original tem um custo alto e estas versões são gratuitas, embora irregulares ou mesmo criminosas. Este alto custo tende a promover mais ações como estas de piratear software. Deste modo, é algo a se pensar. Quais políticas públicas poderiam facilitar um custo menor para o acesso da população? As empresas ou desenvolvedores estão prontos a colaborar neste sentido? Como proceder com alguém que se dispôs a quebrar códigos para oferecer estas opções gratuitas? Todavia, o verdadeiro hacker possui uma atuação inversa, ele possui um código de ética. Ele não danifica o arquivo de um computador que invade, não prejudica sistemas, quando encontra alguma falha num sistema de segurança costuma avisar ao administrador deste, não busca senhas nem números de cartões para roubar dinheiro, sempre está disposto a compartilhar conhecimentos, entre outras ações positivas.

Muitos jovens hoje seguem este caminho... Lembro de jovens descobrindo bugs no Orkut, criando comunidades para compartilhar suas descobertas, o que fez com que seus administradores, na medida destas descobertas, fossem buscando rever estas falhas para tornar o site mais seguro. Assim procede em outros sites. Os jovens que nasceram na era digital e com acesso as ferramentas tecnológicas têm mais facilidade para descobrir bugs em sites, entrar em sistemas, captarem vídeos streaming e compartilharem, todavia neste caso, violando direitos autorais... Mas como criar regras rígidas no vasto mundo da web?


Como dizem:


"Conhecimento não é crime!"

domingo, 12 de setembro de 2010

Um pouco de oração em forma de música...

Um momento para buscar forças...




Estou passando por momentos tão difíceis na minha vida... Mas creio no grande Amor de Deus para vencer todas as adversidades... O Senhor do impossível, com as mãos sempre erguidas para nos levantar... Um Deus tão imenso que só por Amor se deixa alcançar...

Módulo V - Webquest


Aula aqui. Cultura Indígena.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A internet muda a TV. Para melhor?

7, setembro, 2010 Por Cristina De Luca

Vivemos a era da convergência. Anos atrás achávamos que o computador ia ser o equipamento central das residências. Hoje, por uma série de movimentos de mercado, o televisor é o equipamento central das residências. E a maioria já tem
entrada de internet e permite comunicação com qualquer tipo de dispositivo. Interagimos com ele através do controle remoto. Mas em alguns meses poderemos estar interagindo via o celular.

É fato. A internet já começou a mudar a TV. O consumidor decidiu consumir cada vez mais mídia digital e vem forçando mudanças do mercado. Quer interatividade. O mundo virou multiscreen. Para muita gente com mais de quarenta anos ou mais pode parecer estranho pensar em um mundo no qual qualquer conteúdo deva, necessariamente, estar disponível para múltiplas telas (a do celular, a do computador, a da TV e a do cinema). Mas essa já é a realidade da geração Y, a geração hiper conectada.

Resultado: a oferta do serviço ficou mais complexa, com cada um querendo manter o seu quinhão na cadeia de ofertas, principalmente para cobrir os investimentos obrigatórios no aumento de capacidade e capilaridade das próprias redes, para suportar a demanda. Do lado do produtor de conteúdo, o alcance da propriedade começou a ser questionado.

A remuneração também começou a mudar. O provedor do serviço passou a ser pressionado para remunerar todos os players que passaram a trafegar na sua rede, seja ela a rede broadcast, a banda larga fixa, a banda larga móvel, ou a rede de comércio de aplicativos, sabendo que o consumidor não está disposto a pagar mais pelo serviço convergente que recebe.

Em resumo, estamos assistindo a uma enorme mudança na cadeia de valor do vídeo. Mas essas mudanças teimam em ser mais lentas que as mudanças tecnológicas e de comportamento do consumidor.

De concreto mesmo, apenas o fato de que stakeholders que nunca trabalharam juntos em uma mesma cadeia de valor estão sendo obrigados a encarar seriamente o desafio de fazê-lo. Operador de telecomunicação, radiodifusor , provedor de conteúdo…. estão, todos, sendo forçados a alinhar seus interesses.

E aí…. Tome modelo de negócio. Há um para cada sabor.

O problema é que, além de ainda pouco compreendidos pelos consumidores, esses modelos convergentes que começam a surgir, aproximando broadcast e internet, continuam avançando pouco no quesito liberdade, o grande desejo do consumidor. Que liberdade? A de grade de programação. A da ampliação da variedade de oferta….

Vejamos as características de cada modelo já na mesa.

TV Digital aberta (SBTVD) – É, hoje, em países como o Brasil, de baixa penetração de banda larga e TV paga e altíssima disseminação da TV aberta, o modelo predileto dos radiodifusores, por manter o controle da interatividade, na maior parte dos casos, na mão das emissoras de TV. Os modelos de negócio que começam a surgir pressupõem a conjugação de interesses dos radiodifusores, das operadoras de telefonia fixas e móveis e dos fabricantes de equipamentos. Sem isso, a interatividade será sempre limitada.

Seu ponto forte é justamente capacidade de transmissão broadcast de dados. Já pensou distribuir, de uma única vez, pelo ar, o software do imposto de renda para milhões de televisores e conversores com HD para armazená-lo? Seu ponto fraco, por enquanto, é a falta da comunicação de dados bidirecional. Hoje, os canais de retorno possíveis são controlados pelas empresas de telecomunicações ou operadoras de TV a cabo. O que, na maioria dos casos, exige negociação e partilha de receita entre emissoras e operadoras de telefonia fixa e móvel. Será sempre assim? Provavelmente não. E a prova está nas experiências que já fazem uso dos canais de retorno disponíveis (a internet via cabo, por exemplo, ou o pacote de dados ilimitado da internet móvel).

Com a disponibilidade do acesso internet para comunicação de dados bidirecional, produtores de software e de equipamentos começam a vislumbrar também novas oportunidades de receita, além da mera venda de licenças e produtos. É o caso da solução recém lançada pela Totvs, e abraçada pela rede de supermercados Extra, inspirada no modelo de negócio da APP Store da Apple. E que já começa a despertar nos demais produtores de software o desejo de criação de uma opção, dizem mais democrática, como a do Android Market, para lhe fazer frente.

Broadband TV – É o modelo que mais agrada a indústria de recepção. Em especial, os fabricantes multinacionais como as coreanas Samsung e LG, pelos ganhos de escala que oferece, além do modelo de negócio sob o qual têm total controle. Pressupõe o acesso internet voa cabo. Para integrar o NetCast, que dá acesso aos conteúdos vindos da Internet (no caso, aqui no Brasil, conteúdos do Terra, UOL, Climatempo, Youtube, etc) é preciso fazer parceria com o fabricante.

Do ponto de vista do consumidor, é um modelo ilusório, já que eu acesso a esses conteúdos é restrito. Nem tudo o que consegue ver na Internet, nesses sites, está disponível também na TV. Apenas o que foi carregado para o servidor mantido pelo fabricante.

Tem, como ponto alto, a possibilidade de rápida migração para um modelo de oferta VDO (vídeo on demand). E como ponto fraco, a limitação da velocidade de banda para garantia da qualidade de imagem, principalmente no caso dos vídeos disponíveis apenas na modalidade streaming.

Como a TV Digital, os adeptos do modelo Broadband TV também começam a flertar também com o modelo da loja de aplicativos. Hoje, a Samsung anunciou, durante a IFA 2010, que passará a usar o sistema operacional Android em seus televisores. O que deverá facilitar, e muito, a criação de um ecossistema de desenvolvedores no entorno da loja que pretende lançar.

Apple TV – Tem os mesmos problemas do Broadband TV, com uma diferença: a maior disponibilidade de oferta de conteúdos, especialmente nessa segunda geração, recém lançada, que dá acesso a todo o catálogo do serviço Netfix. Todo o relacionamento com a Internet é feito através da Apple. E agora, com o modelo de negócio focado em streaming, faz todo sentido para uso em países onde a banda larga por cabo é abundante. Por isso mesmo, aqui no Brasil, um produto ainda restrito aos grande centros urbanos.

Google TV – É, de todos, o modelo que promete dar maior liberdade aos telespectadores, ao incluir um navegador internet, inclusive para a realização de buscas de conteúdo na Web. O modelo de negócio é o mesmo modelo baseado em busca que notabilizou o Google na Internet. Uma alternativa promissora e lucrativa ao Social TV, recém abraçado pela Apple para o iTunes com a rede Ping. O social tv também se faz presente, através do livre acesso a redes sociais, como o Twitter e a Last.Fm.

Que modelo tem mais chance e sobreviver?

Eu aposto em um futuro onde a TV Digital se casará com a Google TV. Dependendo do interesse por conteúdo, não descartaria também a Apple TV como uma opção diferenciada de consumo de vídeo, especialmente no modelo VOD. São caminhos que, na minha opinião, melhor promoverão a integração da internet com a TV, ampliando a experiência dos consumidores na sala de estar, com total liberdade, juntando o melhor dos dois mundos.

O Broadband TV é, de longe, hoje, o menos convergente, embora pareça o contrário. Mas pode mudar rapidamente, se começar a praticar o mantra integração sim, exclusão não, pregado à exaustão pelo assessor especial da Casa Civil, André Barbosa.

Quem parece caminhar na direção desse modelo TV Digital aberta + Google TV é a Sony, parceira da Google lá fora, e já totalmente adaptada aos padrões da TV Digital terrestre aberta aqui no Brasil.

Hoje, na IFA, a Sony demonstrou um protótipo de TV com a Google TV integrada. O vídeo abaixo foi feito pelo site We Got Served. (http://www.wegotserved.com/). Confira.





Alguns comentários do site:

  • É necessário lembrar que existem vários países dentro do mesmo Brasil. Por exemplo: no estado de Roraima não são disponibilizados mais de 600 kbps de Internet para usuários domésticos. Com o agravante de só a capital possuir o serviço, e em alguns bairros. E não pense que os 600 Kbps de RR são os mesmo 600 Kbps de São Paulo em qualidade, porque não são. São serviços que certamente não serão utilizados por toda a população brasileira. Viva a democratização da TIC'S!
  • Google TV?!? Ai sim fomos surpreendidos novamente!




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