sábado, 5 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A Educação escolar e o discurso midiático.

O discurso sobre a aprendizagem não é algo recente, pois sempre permeou os diálogos humanos desde que o ser humano necessitou conhecer o mundo como algo indispensável para a sua existência. “O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e vital” (MORIN, 2002, p. 35). O homem precisou inicialmente conhecer o mundo, assim como este se apresenta, para poder entender os períodos de estiagem, as épocas de chuvas, o que dele poderia aproveitar para a sua alimentação, entre outros conhecimentos igualmente importantes para a sua sobrevivência.
Hoje, a questão do conhecimento e, portanto, da aprendizagem, surge com base em novos discursos: “É o problema universal de todo cidadão do novo milênio: como ter acesso às informações sobre o mundo e como ter a possibilidade de articulá-las e organizá-las? Como perceber e conceber o Contexto, o Global (a relação todo/partes), o Multidimensional, o Complexo? Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo... (MORIN, 2003, p. 35).
Sob esse aspecto, emerge na atualidade a necessidade de se repensar a aprendizagem, de modo que ela favoreça a construção de novos conhecimentos para a compreensão da complexidade do mundo e, assim, de seus problemas, na busca de saídas viáveis.
Aproximando este contexto para a escola e um dos desafios enfrentados por esta, o poder da mídia frente à educação das crianças e jovens, é inegável a força que os meios audiovisuais exercem sobre estes.
A televisão aparece como um dos principais meios de influência sobre o comportamento e aprendizado, com suas narrativas muitas vezes contraditórias; com valores éticos e morais muitas vezes distorcidos; com suas propagandas mostrando que sem determinado produto a vida deste jovem ou desta criança não seria a mesma. O poder de sedução de seu conteúdo é muito grande. Faz-se necessário, que a escola observe o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os educandos, ajudando-os a perceber o lado positivo e negativo das abordagens sobre cada assunto.
A televisão, o rádio, o CD-ROM, celular, a internet, são tecnologias, contudo, que trazem informações ou viabilizam-nas, construindo pontes entre a sala de aula e o mundo. Elas trazem uma representação da realidade de uma forma mais dinâmica e atrativa, permitindo ao indivíduo, portanto, ao educando, desenvolver novas habilidades, atitudes e competências. A maneira como ele processará todas as informações recebidas está na mediação do professor, no momento que busca desenvolver-lhe um sentido crítico e um comportamento mais ativo frente às novas formas do saber (Bonilla, 2005).
Quando o professor aproxima-se das tecnologias e as compreendem como pontes entre a sala de aula e o mundo, dentro de uma relação entre o todo e as partes ou o Contexto e o Global, como nos apresenta Morin (2003), ele terá a seu favor grandes instrumentos para mostrar a seu educando um mesmo objeto sobre vários ângulos, vários meios e situações concretas e abstratas, permitindo-lhes exercitar uma atitude apreciativa e de produção de novos conhecimentos mais significativos para a sua vida. Ou “como elemento estruturante carregado de conteúdo e possibilitador de uma nova forma de ser, de pensar e agir” (Pretto, 1996).
A escola mais inteirada dos problemas que afetam as crianças e jovens, atenta as suas situações na comunidade, entenderá que estes meios de comunicação e informação trazem abordagens do quotidiano, conhecimentos do que ocorrem na comunidade e ao mesmo tempo no mundo. Por isso, incorporar as novas linguagens tecnológicas e midiáticas favorecerá a escola criar uma linguagem mais próxima de seus educandos, permitindo-a exercer seu papel fundamental, que é formar cidadãos mais atuantes e atentos aos problemas da civilização.
Neste momento a instituição escolar ganha uma nova conotação, que é educar indivíduos para a comunicação e informação. É prepará-los para problematizar os dados recebidos pela mídia, sintetizá-los, refleti-los, compreendê-los e compartilhar suas conclusões ou novas informações com a coletividade. É na troca destes dados que a sociedade pode ver-se em grandes redes de informação, tendo na internet seu melhor exemplo de agilidade e organização (Castells, 1999).
O professor nesta nova realidade, segundo Tapscott (2010), necessita rever seus antigos métodos e repensar seu papel na sala de aula. Ele já não pode imaginar-se como o dono do saber que será repassado ao educando, mas aquele motivador do conhecimento, como aquele capaz de levar o educando a “aprender a aprender”.
A educação não ocorre apenas na escola, dita formal, mas também na família, na igreja e tantos outros espaços, passando a chamar nestes de educação informal. Fazer a relação entre estes vários espaços é a chave para motivar os educandos, ampliar e enriquecer o trabalho pedagógico, fazer compreender a sua importância através da adoção de uma linguagem mais dinâmica e articulada com as novas expressões e complexidade do mundo. Para Lévy (1999) não há mais fronteiras entre o conhecimento e as pessoas. Elas buscam se unir em comunidades virtuais, conectadas pelos mesmos interesses e, ao mesmo tempo, cooperando e trocando informações, conhecimentos, experiências...
Como utilizar esta chave abrindo a porta para a construção do conhecimento? Entendendo que a educação não se processa de forma isolada, mas numa relação ao mesmo tempo individual e coletiva, ou na troca de informações entre cada indivíduo na sociedade, na busca por novas sínteses, novos conceitos, novas perspectivas, novos saberes.
Referências:
BONILLA, Maria Helena. Escola aprendente: para além da sociedade da informação. Rio de Janeiro: Quartet, 2005.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do futuro. 8. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2003.
PRETTO, Nelson De Luca. Uma escola sem/com futuro: educação e multimídia, Campinas, São Paulo: Ed. Papirus, 1996.
TAPSCOTT, Don. Repensando a Educação: Os estudantes da geração Internet. In. TAPSCOTT, Don. A Hora da Geração Digital: como os jovens que cresceram usando a internet estão mudando tudo, das empresas aos governos. Trad. Marcelo Lino. Rio de Janeiro: Agir Negócios, cap 5, 2010.
domingo, 19 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Em Cristo, nós somos um...

Quando você chorar, contigo chorarei
Por que em Cristo nós somos um
Um só corpo
Um só reino,
Uma só família
Quando você se ferir, tua dor eu sentirei
E se você cair, eu te ajudarei
Por que em Cristo...
Em Jesus nós somos um
Somos um no seu amor
Uma esperança, um só sentimento
Um só corpo,
Um só reino,
Uma só família.
(Daniel Souza)
A Alegria ...

E juntos lado a lado, andarmos com Jesus
E expressarmos o amor que um dia Ele nos deu
Pelo sangue do calvário, sua vida trouxe a nós
Aliança do Senhor eu tenho com você
Não existem mais barreiras em meu ser
Eu sou livre pra te amar, pra te aceitar
E para te pedir: perdoa-me irmão
Eu sou um com você, no amor do nosso pai
Somos um no amor de Jesus
Eu sou um com você, no amor do nosso pai
Somos um no amor de Jesus
Aliança do Senhor eu tenho com você
Não existem mais barreiras em meu ser
Eu sou livre pra te amar, pra te aceitar
E para te pedir: perdoa-me irmão
Eu sou um com você, no amor do nosso pai
Somos um no amor de Jesus
Eu sou um com você, no amor do nosso pai
Somos um no amor de Jesus
Somos um no amor de Jesus
Somos um no amor de Jesus
Somos um no amor de Jesus
(Jesus e a Aliança - Gospel)
A educação hoje...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Tapscott - Os estudantes da geração Internet
Tapscott no Capítulo 5 Repensando a Educação: Os estudantes da geração Internet realiza uma análise das redes particulares e públicas dentro da nova era digital, com destaque a realidade americana. Fazendo um aporte de seu discurso com o nosso contexto, encontramos os mesmos problemas por ele apresentados. Dentro desta nova realidade, a escola precisa rever seus antigos dogmas e o professor repensar o seu papel na sala de aula. Ele já não pode imaginar-se como o dono do conhecimento que será transmitido ao educando, mas aquele motivador do conhecimento, como aquele capaz de levar o educando a “aprender a aprender”.
Outro fato a ser abordado, que a nossa geração de professores que ainda estão a margem das novas ferramentas que a sociedade da era digital nos trás, necessita aprender a utilizá-las e através delas buscar novas abordagens para suas aulas. Ressaltando que estas novas ferramentas não devem ser vistas como suporte para as antigas aulas, mas como ambientes para o conhecimento. Este é um grande desafio para as redes de educação, principalmente as públicas. Vencer a resistência de muitos professores e o espaço precário de trabalho de muitas de nossa escolas são questões fundamentais para a mudança preterida.
A escola ainda é um espaço propício para a construção do conhecimento, troca, socialização ou compartilhamento de saberes... Contudo, se não quiser ficar para trás na História, precisa está atrelada aos anseios da nova sociedade da informação, tão ávida por conhecimento e de uma forma cada fez mais veloz. Observando que ao mesmo tempo em que precisa está atenta e conectada as demandas da atual geração de educandos, precisa está igualmente alerta à necessidade de alguns outros que podem encontrar nas novas ferramentas digitais um aporte para o conhecimento e integração à sociedade, mas não estão conectados a celeridade desta sociedade da informação e precisam ser escutados, são os portadores de necessidades especiais.
Bibliografia:
TAPSCOTT, Don. Repensando a Educação: Os estudantes da geração Internet. In. TAPSCOTT, Don. A Hora da Geração Digital: como os jvens que cresceram usando a internet estão mudando tudo, das empresas aos governos. Trad. Marcelo Lino. Rio de Janeiro: Agir Negócios, cap 5, 2010.


